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A Justiça Federal do Rio de Janeiro já havia determinado,em julho de 2020, a remoção do navio que colidiu na noite de ontem,14, com a ponte Rio-Niterói, após aceitar os argumentos processuais da Companhia Docas. Na ocasião, a Companhia apontou uma série de riscos que a embarcação poderia trazer à navegação e ao meio ambiente.
No ano seguinte, mais uma decisão contrária ao São Luiz, nome de batismo dado ao navio petroleiro. Dessa vez, a Justiça condenou a sua proprietária, Navegação Mansur, ao pagamento de dívidas de quase R$ 7 milhões -proveniente do uso da infraestrutura portuária -, além da retirada da embarcação para fora da área do porto.
Os dois processos analisados pelo juiz Wilney Magno de Azevedo Silva, da 16ª Vara Federal do Rio de Janeiro, foram movidos pela Companhia Docas. Vinculada à Marinha, a Companhia é a autoridade portuária responsável pela gestão dos portos públicos situados na capital e em outros três municípios fluminenses: Itaguaí, Niterói e Angra dos Reis.
No processo, a Companhia Docas diz que o São Luis estava "em estado de completo abandono, sem os equipamentos de segurança marítimos".
"Tal embarcação encontra-se em adiantado estágio de deterioração, como comprovam as imagens fotográficas (...) podendo se partir, a qualquer momento, e, com isso, deixar a embarcação à deriva, podendo ocasionar acidentes na Baía da Guanabara e, até mesmo, interrupção do canal de navegação, pondo, dessa forma, o tráfego das embarcações em risco", ressalta a Companhia.
Apesar das decisões, o navio continuou à deriva e colidiu, nesta segunda-feira, com a Ponte Rio-Niterói, interditando a via nos dois sentidos. (Terra)

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